“Sei que sou estranho, maluco, demente, imbecil, estúpido,
cabrão, sacana, traidor. Sei que sou tudo o que me quiserem chamar. Mas o que
nunca vou deixar de ser é dela. Porque o espaço do que ocupo é o espaço que
sobra do que ela me ocupa. Porque só há espaço se ela me quiser abrir um
espaço. Porque nem sequer sei o que é o espaço se ela não me quiser mostrar o
que é o espaço. Sou ocupado, colonizado. Sou uma terra de ninguém. Literalmente
de ninguém: ninguém a sente, ninguém a descobre. Ninguém a vê.
O amor é tão grande que nem precisa de ser visto.”
O amor é tão grande que nem precisa de ser visto.”
Pedro Chagas Freitas

