“O que nos une ainda não foi inventado. Será uma
cumplicidade tesuda, uma comunhão acesa, uma paixão que se ama. O que nos une
ainda não foi inventado. Gosto de pensar que nada nos apagará de nós, que nem a
morte - quanto mais a vida - terá força para nos apartar. Os teus lábios de
carne e fogo, a tua pele que, com a minha, se agarra ao tempo e o faz parar. E
depois o suor, o gemido. E a sensação, sempre a sensação, de que, por mais que
os corpos cedam e as respirações parem, algo assim não acabará. Porque só o que
é eterno não acaba.”
Pedro Chagas Freitas

