“Sou o poeta, estranho
poeta, que escreve para aumentar a ferida; sou o
poeta, estranho poeta, que escreve para fechar-se
a saída. Porque a poesia que escrevo
não me cura de nada. Porque tudo o que quero
é não ter de escrever, porque tudo o que quero
é não precisar de querer. E ter. Até o que dói
faz o mundo mudar. É só o que dói
que faz o mundo mudar.”
Pedro Chagas Freitas

