“Para te ver bastava fechar os olhos com força e eras outra
vez tu, igual a ti própria. O abismo entre querer-te e ter-te afundava-me. A
doce paz de te sonhar trazia consigo uma discórdia infinda, de mim para comigo.
Não sabia onde estavas, com quem, de que maneira. É normal que já não se
entendesse o que nos unia, se nem eu já era capaz desse esforço. O amor
tornara-se uma forma de tortura recíproca.”
Pedro Paixão
Pedro Paixão

