24 de junho de 2013

“chamo-te princesa, vinho do meu porto – senhora morena que me caiu no goto. e não sei que passo dar, que fuga querer – não sei sequer como te desejo ter. sei que te sei e que te quero saber: à lua que se enche de voz, às lágrimas que se erguem na foz. não sei o que quero – mas sei que não quero: cúmplice por crescer, carinho por vencer. não sei o que quero – mas sei que me quero: no mundo do teu fundo, na curva da tua estrada – na silhueta da tua chegada. chamo-te princesa, vinho do meu porto – e é na sombra do teu sorriso que em sorriso me conforto.”
Pedro Chagas Freitas