24 de junho de 2013

“A tua voz: "se um dia deixarmos de ser ridículos chegou a hora de nos separarmos". E depois o teu toque. O teu cheiro, o teu suor, a absurda certeza de que o tempo só conta quando é tempo da tua pele. E novamente a tua voz: "se um dia o nosso amor fizer sentido estarmos juntos não tem qualquer sentido". E depois o abraço - aquele que nem as lágrimas conseguem calar. Passar a língua por cada gota de prazer e saber que é aquilo, apenas aquilo, que faz sentido. As tuas pernas trémulas nas minhas, erectas. E então a minha voz: "só a absoluta insensatez é sensata quando te amo".
 
Pedro Chagas Freitas