13 de fevereiro de 2013

“Tu já me arrumaste no armário dos restos

eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos

e das nossas memórias começamos a varrer

as pequenas gotas de felicidade

que já fomos.

Mas no tempo subjectivo

tu és ainda o meu relógio de vento

a minha máquina aceleradora de sangue

e por quanto tempo ainda

as minhas mãos serão para ti

o nocturno passeio do gato no telhado?”
 
Isabel Meyrelles