Do que tomamos por garantido.
(I)
Tinha-te como uma certeza.
Eras
atempadamente
Não te sei por inteiro agora.
(II)
Escrevo penso escrevo
para ver se te encontro
a ti, sem alíneas predicados,
nos teus cuidados de manuseamento atento.
Não sei onde se procura uma certeza que se perde,
uma certeza que se teve por fácil, natural, constitutiva.
Escrevo penso escrevo
para ver se te encontro
com a dor de uma fractura exposta.
(III)
Tinha-te como uma certeza.
Eras.
Eu mesmo faço o teu fogo agora.
É uma explicação o que procuro nos campos.
Medito, a meditação, vi num livro, é melhoria do coração triste, especialmente se acompanhada de infusões de hortelã de água e melissa.
Vi num livro, dos de ler, deve ser facto realem presença.
(IV )
A esperança, difícil como todas as procuras,
encarna em mim o fulgor apertado
de todos os testículos do mundo.
Os anjos do altar, às vezes, tossem brandamente.
Não sei exactamente quando deixei de querer.
(V)
Tinha-te como uma certeza.
Eras.
Não te sei por inteiro agora.
Estou ainda aqui de polegar oponível
como quando te conhecia
conto o que sei, as razões de uma falta.
João Vasco Coelho
(I)
Tinha-te como uma certeza.
Eras
atempadamente
Não te sei por inteiro agora.
(II)
Escrevo penso escrevo
para ver se te encontro
a ti, sem alíneas predicados,
nos teus cuidados de manuseamento atento.
Não sei onde se procura uma certeza que se perde,
uma certeza que se teve por fácil, natural, constitutiva.
Escrevo penso escrevo
para ver se te encontro
com a dor de uma fractura exposta.
(III)
Tinha-te como uma certeza.
Eras.
Eu mesmo faço o teu fogo agora.
É uma explicação o que procuro nos campos.
Medito, a meditação, vi num livro, é melhoria do coração triste, especialmente se acompanhada de infusões de hortelã de água e melissa.
Vi num livro, dos de ler, deve ser facto real
(IV
A esperança, difícil como todas as procuras,
encarna em mim o fulgor apertado
de todos os testículos do mundo.
Os anjos do altar, às vezes, tossem brandamente.
Não sei exactamente quando deixei de querer.
(V)
Tinha-te como uma certeza.
Eras.
Não te sei por inteiro agora.
Estou ainda aqui de polegar oponível
como quando te conhecia
conto o que sei, as razões de uma falta.
João Vasco Coelho

