"É
tempo. É tempo de ainda ires a tempo. Tempo de esqueceres as palavras e seres
os que as palavras dizem; tempo de esqueceres os poemas e seres o que os poemas
são; tempo de esqueceres as promessas e seres o que as promessas demandam. É
tempo de seres palavra, poema e promessa. Porque o tempo, se não sabes deverias
saber, apenas se mede em suspiros. Há quanto tempo deste o teu último?"
Pedro Chagas Freitas

