Ah, que angústia, que náusea do
estômago à alma!
Que amigos que tenho tido!
Que vazias de tudo as cidades que
tenho percorrido!
Que esterco metafísico os meus
propósitos todos!
Uma desconsolação da epiderme da
alma,
Um deixar cair os braços ao
sol-pôr do esforço…
Renego.
Renego tudo.
Renego mais do que tudo.
Renego a gládio e fim todos os
Deuses e a negação deles.
Mas o que é que me falta, que o
sinto faltar-me no estômago e na circulação do sangue?
Que atordoamento vazio me esfalfa
no cérebro?
Não: vou existir. Arre! Vou existir.
E-xis-tir…
E - xis - tir…“
[…]

