3 de janeiro de 2013

"Queria ser-te o sonho que te esqueces de sonhar, a alegria que te abdicas de gozar; queria ser a lágrima feliz que se derrama na pele, o ai em ti como mel. Não sei se me acreditas, se me queres, se me embraças – sei apenas que te sou em palpitações devassas. No momento em que te fores nós, vou ser teu e meu, tu e eu – católico do teu corpo e ateu; no momento em que te fores nós, vais ser toda a vida do meu sentir, toda a água do meu suor, toda a febre do meu querer – o gemido de dentro que me faz ferver. No momento em que te fores nós, será a dois que se fará o mundo – e mesmo com todos estaremos a sós."

Pedro Chagas Freitas