4 de março de 2013

“Momentos de gemidos surdos. A tua mão no espaço onde tudo se ergue, a minha no segredo que para mim guardas. E todos os gemidos por debaixo dos corpos. Nem sequer há palavras. Apenas os teus olhos e os meus, abraçados, numa dança que nem se...i se é animal se é humana. E depois ouve-se a música de tudo ali, a batida de nada haver para além de mim e de ti a brincarmos aos corpos. Gritar o gemido para saber que o céu existe. E saborear a morte que a vida tem para nos dar. Se Deus existir tem inveja de nós.”
Pedro Chagas Freitas