7 de março de 2013

“A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime
em vir
O
barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.”

Alexandre O’Neill