“Dizes-te insegura. Falas em medo de que vá, em pânico de
que te abandone. Perdes a felicidade em instantes de loucura que dói, em sustos
que nem sequer o são. E cavas onde não é bom cavar, onde só dói cavar. Amo-te
para além de qualquer zanga, para além de qualquer desentendimento. Amo-te para
além, até, das palavras que doem que saem quando tudo dói. Amo-te para além do
que nos separa. E é isso, sobretudo isso, que nos une. E tudo o que te peço,
meu amor, é para não me abandonares. É tudo o que é preciso para nunca me
perderes.”
Pedro Chagas Freitas

