2 de julho de 2014

Sou uma pessoa que vive bastante o momento porque o inesquecível tornou-se para ele muito mais importante do que o eterno. Pessoalmente, creio que o inesquecível tem um sentido muito mais vasto. Acima de tudo, tem a particularidade de me provocar a sensação de estar a fazer-me trabalhar e viver intensamente o agora. E é essa a razão por que defendo sempre que cada instante é inesquecível e aquilo que faz toda a diferença é a forma como decidimos vivê-lo. Podemos escolher não lhe dar qualquer importância ou transformá-lo naquilo que desejamos que se torne. Podemos fugir dele ou abraçá-lo como se nos abraçássemos a nós mesmos. Podemos temê-lo ou aceitá-lo. Podemos ter medo de nos envolvermos com ele ou apaixonar-nos perdidamente dele. E tudo isto, independentemente do lado que surge, faz-me continuar a acreditar que o inesquecível tem um sentido e um significado únicos que depende unicamente da maneira como o aceitamos vivenciar, o mesmo sentido e significado que me faz também crer que nada se esquece, mas apenas se transforma naquilo que queremos lembrar.

José Micard Teixeira