3 de julho de 2014

Não peço muito, só um bocado de empatia... Não sou só sexo, aquele corpo que deixaste na cama, aquele momento de prazer que partilhamos.
Não quero alguém exatamente igual a mim, seria difícil de gerir a essa complexidade, mas quero a certeza da repetição, a segurança do óbvio e banal, que me surpreendas com uma visita a casa, com o mesmo desejo com que ia ter contigo.
Quero acordar de manha com uma mensagem no telefone, um telefonema a meio do dia, sentir a preocupação pelo meu bem-estar, tal qual o fazia por ti.
Não quero os silêncios que impões, porque te enervo e não sabes lidar com a situação, o desapego que sinto na falta de resposta das mensagens e nas chamadas sem sucesso que não devolves.
Desligo-me da mesma forma que tu, não porque seja fria e arrogante como me apresento para o resto do mundo, mas porque não estou para sofrer mais. Basta de corações remendados! Farta dessa merda!

Anónima