21 de maio de 2014

Sei que sou estranho, maluco, demente, imbecil, estúpido, cabrão, sacana, traidor. Sei que sou tudo o que me quiserem chamar. Mas o que nunca vou deixar de ser é dela. Porque o espaço do que ocupo é o espaço que sobra do que ela me ocupa. Porque só há espaço se ela me quiser abrir um espaço. Porque nem sequer sei o que é o espaço se ela não me quiser mostrar o que é o espaço. Sou ocupado, colonizado. Sou uma terra de ninguém. Literalmente de ninguém: ninguém a sente, ninguém a descobre. Ninguém a vê.
O amor é tão grande que nem precisa de ser visto.

Pedro Chagas Freitas