“Cada
vez gosto mais de pessoas simples, pessoas que não vivem agarradas a nomes, dinheiro
ou relevância social, pessoas que me olham como se se olhassem a si mesmas, que
sorriem da mesma forma diante de mim e de quaisquer outros, pessoas que gostam
de pessoas e que não têm qualquer problema em mostrá-lo, pessoas que não se
importam com quem fui ou deixei de ser, e que gostam de quem sou, pessoas que
não julgam nem criticam, não mentem nem omitem, pessoas que falam a linguagem
dos outros, não para lhes agradar, mas para compreendê-los, pessoas que confiam
em pessoas e aceitam as decepções como aprendizagens, pessoas que riem dos seus
defeitos e transformam-nos em desafios de mudança. Mas gosto sobretudo de
pessoas que já aceitaram as suas limitações, já se abriram à sua divindade e
tratam cada pessoa que se cruza no seu caminho como alguém que possui a arte de
abrir o seu coração aos outros sem medo de sair ferido dessa peleja sem fim.”
José Micard Teixeira

