"É um
outro corpo: um outro homem – e no entanto tu. Sempre tu – a ser o corpo que
amo; sempre tu – a ser a voz que ouço. És quem eu amo – mesmo que nunca te
tenha amado. Sou a mulher que se vende ao fogo – a vadia que se abre ao grito;
sou a mulher que se vende – para te poder comprar: a mulher que vende amor –
para te poder amar."
Pedro Chagas Freitas

