Quero
vidros, quero arder, ainda que me quebre a mim mesma. Vivo apenas para o
êxtase. Nada mais me afecta. Doses pequenas, amores moderados, todas as
demi-teintes – tudo isso me deixa indiferente. Gosto de extravagância, ardor, sexualidade
que rebente o termómetro! Sou neurótica, depravada, destrutiva, ardente,
perigosa – lava, inflamável, irreprimível. Sinto-me como um animal selvagem que
escapa do cativeiro.
Anaïs Nin


















